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ago 14 2012

Critical Hit #2: Gadgets homicidas

Critical Hit #2: Gadgets homicidasFrancisco “XCao” Ramos, Ricardo Pasqual e Fábio Sooner voltam para mais um Ataque Crítico – e agora com mais um personagem na party: Paulo Antunes, do Godmode. O assunto não é novo, mas não vai sair de moda tão cedo: será que os smartphones e tablets vão “matar” o mercado de consoles portáteis? Qual o tamanho relativo que ambos os mercados comportam? Quem joga em smartphones, e quem joga em portáteis? Será que o custo de jogar games de US$ 0,99 é realmente tão baixo quanto parece? Por que a imprensa de games incensa tanto os jogos de iOS/Android? E várias outras perguntas que podem não ter resposta simples, mas tentamos respondê-las assim mesmo.

Nota: Este podcast não é recomendado para menores de 16 anos, Applefags, Androidbots, jornalistas de games e hipsters em geral.

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Shownotes

20 comments

3 pings

  1. Ânderson.Peroty

    Que é isso. nem deu tempo deu comentar no #1.
    Bem, vou baixar/ ouvir e depois volto.

    1. Ricardo Pasqual

      Hahaha, estamos tentando lançar sempre toda a terça, pelo menos o Critical Hit, que é um formato que é mais rápido. Ouça lá e comente ;)

  2. Ânderson.Peroty

    Por mais que os gamers Hardcore/Dedicados não vão migrar para um smart/tablet como plataforma principal, nos vimos com o WII que quem faz volume mesmo é o grande publico.

    Eu realmente não acredito que os portáteis serão mortos pelas iCoisas, MAS eles já estão sendo obrigado a se adaptar. Coisas como implementar venda digital, e interação com as redes sócias estão cada vez mais comum.
    Não tenho nenhum portatil, e teho um Android a 2 Anos, um Milestone(aquele da motorola com teclado) um aparelho que hoje ja não da conta dos jogos, mas na epoca foi um sonho. Lembro que ano passado cheguei a comprar Sonic CD pra ele, por 2 dolares, e com certeza valeu a pena, mas hoje só uso ele pra redes sociais mesmo.
    Gostaria mesmo de ter um 3DS mas ainda acho muito alto o preço dos jogos por aqui, e a rede da Nintendo ainda esta engatinhando se comparada a da apple ou a do Android, a nintendo tem "potencial" pra ciar algo da qualidade do STEAM dentro dos portáteis, é so querer.
    No Bra$il não é tã comum comprarmos APPs pois é cultural mesmo, conheço muitas pessoas que escolhem o Android pelo iOS pois é mais facil de "piratear" os APPs…. sim piratear um APP que custa de 2 reais a R$10, em um aparelho que custou R$1,500!

    Pra completar o dado do Angry Birds, o ultimo vendeu 50 milhões no mês de lançamento, fazendo a franquia alcançar 750 milhões, sendo que se olharmos as vendas Pra Android(da versão sem propaganda) não chegam a 9mil unidades, ou seja, são mais de 99% clientes "da maça.. Em valores pode parecer pouco mas se colocarmos o custo de desenvolvimento o jogo é um sucesso, por isso atrai cada vez mais desenvolvedores.

    (Sim, isso ficou gigante, e provavelmente eu esqueci de muita coisa que pensei quando estava na rua, Abraço)

    1. Ricardo Pasqual

      Cara, quanto mais gigante o comentário, melhor. hahah

      Vamos lá, sim, concordo, é normal das empresas buscar adaptar recursos que estão fazendo sucesso no mercado. Por isso apareceram o Kinect e o Move depois do estrondo de vendas do Wii. Assim como é natural nos portáteis essa convergência de adaptar redes sociais e jogos a lá facebook. Mas isso não significa uma diminuição do mercado dedicado, somente que as empresas que sempre rumaram apenas à vertente hardcore começaram também a olhar os outros públicos. O mercado hardcore, seja mainstream, indie ou hipster enviadado está muito bem obrigado. Nunca uma geração teve tanta quantidade de jogos de boa qualidade. Então, essa adaptação que tu falou, eu acho um movimento normal e positivo do mercado, não que isso signifique o apocalipse do gadgets xD

      Quanto ao preço dos games "time killers" que comentamos, só pra deixar claro que quando falamos que nunca pagamos por eles, não quer dizer que estamos pirateando, apenas pegando a versão com propaganda. O que na verdade eles estão ganhando rios de dinheiro com essas versões também. Sabe quanto custa pra uma empresa colocar a propaganda dela na versão gratuita de Angry Birds? Pra caralho! Seja se pagar um X por cada download da versão gratuita ou um X fixo pela propaganda (sei lá eu como é o contrato deles). A questão do preço é justamente pagar um pouquinho U$1 aqui, U$2 acolá e no final das contas ter pago mais do que um bom jogo dedicado que se investiu 10-20 horas de entretenimento, por alguns minutinhos aqui e ali na fila do banco. Era só pra derrubar o argumento do preço que muitos usam pra sustentar a supremacia dos gadgets perante portáteis.

      E sim, nem lembro o quanto falamos no cast que Angry Birds vendeu (possivelmente falamos merda xD), mas sim, vendeu pra caralho. A questão é que isso pouco importa pro argumento que estamos discutindo. Dá no mesmo que dizer (em hipótese) que os filmes de comédia dão mais dinheiro e que os de drama estão com os dias contados. Ou que refrigerante vende mais do que cerveja, então não haverá cerveja no futuro. NONSENSE! Porque mesmo se tratando do mesmo ramo de investimento, cada produto tem seu público definido e sempre vai haver um produto para aquele público que o deseja.

      Bem, esse é meu pensamento e mais ou menos o que eu quis passar no cast, espero que esteja gostando e valeu pelo comentário gigante, esperamos mais deles o/

      1. Ânderson.Peroty

        Sim, eu entendi, o comentário sobre a piratear jogos de $1 foram referente a conhecidos meus. Vocês, sem saber(la na epoca do cosmogamer) ,foram quem me intensivaram a vir pra legalidade, e lá que conheci o STEAM e minha vida mudou!

        Com certeza existe mercado para os dois, como comentado no C.H.#1 um mercado não anula o outro, mas vejo, cada vez mais, apenas o publico dedicado pra cima ficando com com consoles portáteis convencionais. E por isso jornalistas fazerem materias "O iPad vai matar os portáteis". Pra ter ideia ja li materias de jornalistas que considero explicando como o iPad substituiu o PS3 pra ele. (http://www.gizmodo.com.br/como-o-ipad-2-virou-meu-videogame-favorito/) Sim, é um (baita AppleFag) jogador casual mas como ele existem 50 milhões que compram Angry Birds!

        1. Fabio Sooner

          Ah, e vale dizer que também existem 50 milhões que compram Wii Fit e isso não quer dizer absolutamente nada além de… 50 milhões de pessoas compraram o Wii Fit. XD No máximo, isso fez os concorrentes criarem o Kinect e o Move, mas a essência dos consoles continuou a mesma, e tanto o Xbox e o PS3 tiveram um up de vendas depois que o período de alta do Wii passou.

          Anota o que estou te dizendo: isso também está prestes a acontecer com os smartphones. A próxima geração de portáteis vai ter tudo que os smartphones têm e mais algumas coisas que a Apple, a Samsung etc. não vão poder reproduzir, e aí acabou a festa. No campo do software já está acabando – ninguém vai conseguir repetir o nível de sucesso de Angry Birds, pode apostar.

        2. Ricardo Pasqual

          Pô cara, que maneiro, fico feliz que te incentivamos a partir pro lado legal da força xD

    2. Fabio Sooner

      Sabe de uma coisa? Pra mim, o teu comentário diz mais sobre as falhas da Nintendo com o 3DS do que sobre a prevalência dos smartphones e tablets.

      Há um motivo pelo qual eu comprei o PSP (sim, P, não Vita) agora em vez de pegar um 3DS por um pouquinho a mais. Claro, já ter o DS é um fator também, mas o principal motivo é que o PSP tem tudo isso aí que você está cobrando do 3DS. Já estou indo pro segundo cartão de memória cheio de jogos comprados na PSN por preços entre US$ 5 e US$ 10 no geral, todos eles com 4x mais conteúdo do que os jogos de US$ 3 do Google Play (jogo de US$ 1 hoje é raridade). E olhe que nisso estão inclusos pérolas do PSOne que nunca serão reproduzidas adequadamente em uma tela de toque.

      Que o mercado de portáteis vai ter que se adaptar, isso é fato, mas isso não quer dizer que seja tanto por avanço de smartphone e sim pelos erros da Nintendo e da Sony. Os jogos mais "elaborados" dos smartphones ainda não passam de versões diluídas de jogos de console, como Shadowgun, o jogo de tiro em 3ª pessoa com cover mais genérico que já joguei na vida – e como dito no artigo que o Ricardo falou, mesmo pegando em promoção por R$ 5, o barato saiu caro, porque não joguei nem meia hora dele. É o tempo de passar o choque de ver um celular com gráficos daqueles e perceber que o jogo é qualquer nota e só se sustenta nisso…

  3. tecnocaos

    Só pra registrar que eu também curto mais este novo formato. Abs.

    1. Ricardo Pasqual

      Valeu o/

  4. @MrXcao

    Só para constar que eu TAMBÉM prefiro este novo formato

    1. Ricardo Pasqual

      Ninguém te pediu! #troll hahahahha

  5. luiz carlos junior

    Vou contar para você minha experiência com smartphones e portáteis.

    Ano passado comprei um iphone de segunda mão, anterior ao 3g e ao 3gs. Comprei simplesmente porque estava muito barato. E como já veio com desbloqueado pelo jailbreak, achei ter feito um bom negócio na compra. Na mesma época comprei também um PSP.

    Não sei dizer em qual aparelho joguei mais, passei grandes periodos alternando entre os jogos do iphone e os do PSP. Uma vantagem que meu iphone tinha sobre PSP é estar comigo em qualquer lugar. Inclusive, muitas vezes deixe de jogar meu PSP em público porque acreditava chamar mais atenção. Até pelo medo de ser roubado e tal.

    Hoje vendi meu iphone, que confesso, nem gostava muito. Me interessava pelos jogos e os demais aplicativos.

    Agora tenho um ipod 4 geração, e ainda mantenho meu psp. Só que as vezes dá muita preguiça de jogá-lo!

    Algo não comentado no Podcast foi sobre as versões de jogos dos consoles para os smartphones.
    Um exemplo: Possuo uma cópia original do jogo Final Fantasy Tactics para PSOne, e também tenho sua versão para PSP. E conversando com um amigo, descobri que ele comprou a versão para iphone, por 15,99u$.

    Essa eu não quis comprar. Mas fiquei muito interessado na versão do GTA: Chinatown War IOS e Max Payne IOS, que por conta da sua classificação restrita, não estão disponiveis no Itunes Brasil.

    1. Ricardo Pasqual

      Valeu, Luiz, por compartilhar aí tua experiência com essa aparelhagem maluca. Realmente, um dos tópicos que não abordamos foi a portabilidade dos smartphones. Sempre se está com um no bolso, diferentemente de um console portátil. Mas acho que cai naquilo que comentamos da finalidade de cada um. O fato do smartphone estar sempre no bolso só facilita a jogatina de jogos mais “time killers” e não quando realmente se quer ter uma experiência mais completa e se planeja jogar mesmo… não sei, este é meu ponto de vista, mas não que os gadgets não sejam ótimas plataformas de jogos, muito pelo contrário, só acho que rumam para finalidades diversas.

      Com relação aos jogos de console e suas respectivas versões para gadgets, é um assunto bem interessante que podemos tratar isoladamente em um outro CH. Mas cabe a discussão que levantamos da jogabilidade. Nem todos os jogos conseguem uma adaptação que seja boa para todo o público, vide a reclamação do Paulo sobre Dead Space no smartphone, que pra ele seria injogável.

      Brigadão pelo comment, trouxe pontos de vista bem maneiros o/.

    2. Ricardo Pasqual

      Ah, e quanto à classificação indicativa nos jogos da AppStore, provavelmente eles vão aparecer lá em breve, pois a pouco foi alterada a determinação de avaliação prévia de conteúdo digital pelo Ministério da Justiça. Ou seja, jogos digitais não precisarão mais passar por avaliação. Já estão sendo inseridos vários títulos na AppStore brasileira, só resta esperar pra ver se vão vir todos.

    3. Fabio Sooner

      FF Tactics a US$ 16 na App Store? Tá mais caro que na PSN, se me lembro bem. Tenho quase certeza que paguei US$ 10 por ele.
      Mas acho que isso é coisa da Square Enix. Eles colocaram o remake de FF III – aquela versão lançada pro DS tem alguns anos – na App Store e no Google Play por US$ 13, sendo q provavelmente você encontra a versão de DS hoje por preço parecido, já que foi lançado tem uns anos.

      Ainda assim, uma coisa que a gente também não citou foi essa questão do preço. Essa onda de jogos a US$ 0,99 já passou, mesmo pros time fillers – e esses ainda geralmente usam microtransações. Os jogos que nego realmente baba, por terem gráficos mais modernos e tal, não saem por menos de US$ 5. Isso tá acontecendo porque perceberam que o modelo anterior na verdade era insustentável. No modelo de US$ 1, não tem meio-termo: ou você é Angry Birds/Fruit Ninja ou outro dos 1% que vendem milhões de cópias, ou ganha menos do que se lançasse seu jogo a US$ 5 no Steam.

      E até acharem o equilíbrio no modelo apropriado de novo – em que um jogo como Shadowgun não vai ser só bonito e mais barato que os equivalentes em console, mas também não ser completamente vazio de personalidade e conteúdo – ambos os portáteis já terão algo que os smartphones não conseguirão reproduzir. Porra, essa semana mesmo já anunciaram um jogo pro Vita que você não iria conseguir reproduzir em nenhum outro dispositivo, o Tearaway, da Media Molecule… Os dispositivos faz-tudo podem ser práticos, mas os dedicados sempre estarão um passo à frente em fazer o que eles se propõem a fazer direito.

  6. Mateus Lima

    Huuum, eu entendo o ponto de vocês, mas tem alguns pontos que eu senti falta. Hoje você tem mesmo grandes jogos no iOS e Android sim, tem Walking Dead da Telltalle, Ghost Trick ótimas versões de alguns jogos feitos por grandes empresas… É só dar uma pesquisada na apple store principalmente que tem muita coisa realmente boa ali.

    Eu tenho um Galaxy SIII e um iPad, to trabalhando muito mais que antes então fiquei muito tentado a comprar um Vita e tal, mas eu não vejo nada que ele possa me oferecer que os dois não ofereçam, pelo menos pro uso que vou fazer. Se a tela era uma limitação isso não acontece num celular com tela de 4.8" (é algo que voc^se acostuma embora a primeira vista pareça bizarro.) e pro tempo que gastamos com os jogos nos portateis o sistema de toque está excelente.

    Tem muita gente que joga seu Vita e seu 3ds em casa, eu acho isso um absurdo, qual a utilidade dele ser portátil? O smartphone vai com você aonde você estiver, eu tenho um vade mecum de bolso, um programador de calorias e um personal trainer no meu bolso que roda jogos divertidos e com um quad core de 1.5GHZ, pra que que eu quero um VIta?

    Mesmo pra viagens e tal, o iPad tem tanto conteúdo pra oferecer que pensar num hardware exclusivo pra jogos com menos tempo de bateria, tela menor e preço semelhante me dá motivos pra afirmar que os novos gadgets ameaçam SIM os portáteis como eram vendido até então, eles precisam sim se reinventar. Não nos esqueçamos que o único portátil que vende bem até hoje dá prejuízo pra sua empresa e que a Samsumg, Apple e Google estão nadando em dinheirinho multiplicado milhões de vezes por 0,99 cents.

    1. Ricardo Pasqual

      Acredito que não falamos que não há jogos mais elaborados ou mesmo grandes produtoras desenvolvendo games nos gadgets da vida. Falamos, sim, é que mesmo assim o foco de jogos hardcore/dedicados vão continuar sendo a plataforma dedicada. Por mais que se acostume com os comandos em um iPad da vida, jogar “Devil May Cry” nele seria tenso. Ou seja, a interface de toque (somente) não garante uma plataforma capaz de executar a gama de jogos que uma plataforma dedicada como um DS/3DS/PSP/PSV.

    2. Ricardo Pasqual

      Ah, e quanto a jogar em casa, não acho esse absurdo todo. Sim, a sacada do portátil é a mobilidade, inclusive dentro de casa, por que não? Deixar no criado-mudo e dar aquela jogada antes de dormir, no banheiro, na sala pra jogar atiradão no sofá. Sinceramente não vejo grande heresia. E na questão de praticidade, de o [ponha seu gadget preferido aqui] estar sempre com a pessoa (vantagem que lembro de termos citado, inclusive), entre outras vantagens que tu citou, só comprovam a nossa teoria, porque você não é o público de portáteis dedicados. Todas as vantagens que tu citou levam a crer que tu quer uma ferramenta portátil multiuso e não um console específico pra jogos. E se essa ferramenta tiver uns jogos maneiros pra descontrair, beleza.

      Por isso, eu (e acredito que o resto dos integrantes) não acreditam que essa linha de uso seja uma ameaça. ;)

  7. Ednaldo

    Gostei muito do cast, parabéns.

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