No 2º Respawn especial, Francisco “Xcao”, Ricardo Pasqual e Fábio Sooner aproveitam para finalmente receber um convidado – nada menos do que Paulo Antunes do GodMode Podcast, o cara que só cria personagens femininas lésbicas do inferno quando joga RPGs. Ou seja, ninguém mais apropriado para nos ajudar a falar sobre um tema sob medida para o dia 12 de junho: relacionamentos em jogos. Desde o elo entre animais e seus donos (sem zoofilia, por favor!) até as (parcas) friend zones em certos jogos, passando pelos amores platônicos e chegando aos amassos homo nos RPGs da BioWare, tentamos dar um apanhado geral do estado dos relacionamentos entre personagens de games até o momento.
Nota: Este podcast não é recomendado para menores de 18 anos, nerds de porão que não se relacionam com ninguém (nem putas), homofóbicos e jogadores que só querem ver sangue (não menstrual).
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Shownotes
- Vinheta de Classificação Indicativa por Nanna Minetto da Kombo Podcasts
- Lista da Wikipedia de personagens “LGBT” em videogames
- Livro Extra Lives: Why Videogames Matter na Amazon
- Podcast Overkill #9 sobre construção de personagens
- A trollagem da virilha do Voldo perpetrada pelo Rafael Schmidt do GodMode
- Novela “Amor e Damas” em Max Payne 3










15 comments
3 pings
Fabio Sooner
12/06/2012 em 00:32 (UTC -3)
Putz, acabei de perceber que soltei na parte de Enslaved um "O Trip e A Monkey"… E os dois não são transformistas XD
Bebs
12/06/2012 em 06:13 (UTC -3)
Que interessante o tema. =D
Adorei vocês comentarem as diferenças entre ocidente e Japão. Apesar dos japs serem muito mais recatados socialmente (o que reflete nos relacionamentos "platônicos" que vocês citaram), alguns aspectos que pra nós são tabus eles lidam com maior naturalidade, realmente.
Enquanto estamos aprendendo a lidar com personagens abertamente gays nos quadrinhos e games, no Japón isso é mais comum e antigo. Lembrei agora de Sailor Moon, que é dos anos 90, voltado pro público infanto-juvenil e duas das personagens principais são namoradas. Uma se veste de homem, elas moram juntas e são tratadas como um casal normal. Tem também um trio de rapazes que tem poderes de Sailors e, quando se transformam, viram mulheres. As questões de Identificação sexual e identidade de gênero são mais flexíveis por lá (pelo menos nas obras de ficção, em sociedade not so much).
Esses contrastes culturais são interessantes, né? ^^
Fabio Sooner
12/06/2012 em 10:47 (UTC -3)
São mesmo.
Eu me lembro de ter lido alguma coisa sobre como o Shintoísmo não trata sexo como tabu, como acontece com a maioria das religiões ocidentais. Não há nada equivalente a sexo só poder ser feito para fins de reprodução, por exemplo. Se isso leva a perversões é outra viagem, mas o fato é que em uma sociedade onde sexo não é visto como coisa feia, o espaço para aceitar "desvios" de gênero é maior, nem que seja só na ficção.
Ricardo Pasqual
12/06/2012 em 12:43 (UTC -3)
Realmente, esses contrastes culturais tem muito a ver com a religião, assim como o Fábio comentou. Querendo ou não, os valores morais instituídos no ocidente têm enraizado em seu âmago os princípios instituídos pelo cristianismo. Um desses princípios é comum a todas as religiões hebraicas, principalmente ao judaísmo que emprestou às religiões cristãs que o sexo deve ser orientado unicamente à reprodução. Daí vem todo o tabu ocidental em torno da “promiscuidade” e da homossexualidade.
Se o Japão é diferente hoje em quase todos os aspectos morais, muito se deve a ter fechado as portas ao cristianismo e demais influências ocidentais durante determinados períodos históricos. Sendo que hoje a predominância religiosa no Japão é o Budismo, deixando o Xintoísmo em segundo plano, e estas religiões não promovem tal segregação, tampouco tratam o sexo da mesma maneira que as religiões hebraicas.
Deixando bem claro que não estou dizendo aqui que religião X é melhor ou pior que Y ou que todo cristão é homofóbico. Mas sim, apenas que as religiões foram *canalizadoras* (e não criadoras) de princípios morais durante a história da humanidade, sejam eles bons ou ruins.
Bebs
19/06/2012 em 02:51 (UTC -3)
Ainda no tema: http://blog.japantimes.co.jp/japan-pulse/boyish-s…
Marcio Neves Machado
12/06/2012 em 12:52 (UTC -3)
Ainda estou ouvindo o cast mas quis vir aqui só para comentar que não comento mais nada à respeito das Asaris na franquia Mass Effect
Ânderson.Peroty
12/06/2012 em 20:08 (UTC -3)
Daee! Muito legal o especial!
Senti falta de uma citação aos famigerados MMOs, aonde assim como em Journey você não faz a minima ideia de com quem esta jogando! Jogos esses que tbem trouxeram relacionamentos gays e outras polemicas.
No mais gostei bastante das histórias citadas.
Abraço
Fabio Sooner
13/06/2012 em 00:47 (UTC -3)
Valeu
Mas cara, a gente não citou HALF-LIFE 2. Quando fui procurar imagens pro post e vi essa do Gordon e da Alyx que está no banner do site, me senti malzaço. A relação entre os dois é das mais interessantes dos games até hoje, sob qualquer perspectiva que se olhe.
Perto desse vacilo, MMO é pinto. XD
Ricardo Pasqual
13/06/2012 em 13:37 (UTC -3)
Putz, é vero. Mas foi bom nem ter citado MMOs, porque tanto eu, quanto os demais participantes temos muito pouca experiência com o gênero. E é bom não falarmos tudo, apenas levantamos a bola assim o pessoal pode comentar o que sentiu falta
Se quiser citar exemplos de MMOs, fique à vontade o/
Fabio Sooner
13/06/2012 em 16:15 (UTC -3)
O único MMO com o qual tive experiência mais longa (5 meses jogando frequentemente) foi EVE Online. E embora ele seja TODO baseado em uma certa forma de relacionamento entre personagens/jogadores, ele será o destaque absoluto mesmo se um dia fizermos um especial sobre política e economia nos jogos. XD
(Aliás, boa ideia pra época das eleições, hein pessoal? Hein? Hein?
)
Ânderson.Peroty
14/06/2012 em 13:03 (UTC -3)
O unico MMO que cheguei a ter um personagem no nivel maximo foi AION. O jogo em si é bem bonito(para um mmo) Na época ele não tinha a opção "casamento" mas sempre achei muito interesante a relação com o pessoal da gild mesmo! Pessoas que vc conhece naquele mundo, compartilha aventuras, cria uma afinidade e ficar naquela, "vamos entrar amanha pra fazer aquela quest juntos" o que é a grande sacada dos MMOs, pois cria um companheirismo e ao mesmo tempo uma competividade entre vc e seus conhecidos sendo que se vc ficar muito tempo off o pessoal vai upar e vc não vai ficar pra traz e nao podendo ir nos mesmos lugares, o que é fundamental nos MMOs pois, na maioria, os melhores itens são recompensas de lugares aonde vc não consegue ir sozinho!
Mas vale lembar que muitas vezes não se tem nem certeza do sexo ou idade do outro jogador( o que é meio assustador pensando agora).
Outros MMOs sei que possuem cassamentos, que são muito uteis por poder compartilhar itens do bau… poder invocar o outro pra ajudar em um momento de sufoco e coisas assim. Nesses jogos alguns permitem casamentos entre personagens do mesmo sexo, dai entramos no fator quem esta controlando… o que na grande maioria é impossível definir, fora alguns países(china acho) que obrigam os servidores a pedir uma confirmação de gênero sexual, em alguns casos por áudio ou até mesmo pedindo uma video-conferência com o jogador.
Walisson
18/06/2012 em 00:36 (UTC -3)
Muito bacana o tema do cast, relacionamentos nos games e um tema meio dificil de desenvolver visto q sao poucos os jogos que conseguem desenvolver bem o tema sem transformar em algo escroto sem sentido. Para q um romance seja bem desenvolvido em um game e preciso q este por sua vez tenha uma boa trama cinematografica d preferencia pq senao cairemos novamente na velha armadilha do heroi salvando a “estupida” princesa. Isso claro na minha opiniao de fezes.
Otimo cast bjos e ate +
Shinobi
18/06/2012 em 07:33 (UTC -3)
Tou ouvindo o podcast agora mesmo, e eu acho que o jogo que o Fabio estava procurando era Killer Instinct: não lembro o nome da personagem, mas ela possuia uma espécie “fatality” onde ela mostra os seios pro adversário.
@MrXcao
18/06/2012 em 09:38 (UTC -3)
Olha só que Orchid safadinha http://www.youtube.com/watch?v=hKUeGBtPUdE
Paulo Antunes
27/06/2012 em 22:13 (UTC -3)
Devem ser os peitos mais feios do mundo.
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